Há quem morra de medo do tal Trabalho de conclusão de curso. Há também quem diga que este não é nenhum bicho de sete cabeças. Já eu acho que tudo depende, e como depende! Depende do que você está pesquisando e com qual intensidade. Depende do tempo que você emprega na pesquisa, se você tem outras obrigações que consomem seu tempo e pode ou não se dedicar como gostaria. Se você recebe a ajuda que necessita, se realmente gosta do tema…enfim, existem inúmeras coisas que podem atrapalhar na hora de desenvolver seu trabalho e isso não é nenhuma novidade.
Entretanto, existe um alguém, uma entidade ou sei lá, capaz de fazer com que tudo que possa dar errado dê: Murphy. E ele veio com toda a disposição, despejou um balde bem grande sobre mim, talvez até mais de um. Me presenteou com um pacote cheio de coisas prontinhas para dar errado, sem precisar contar com a minha já preocupante predisposição em conceber ideias erradas, confusas e a tão falada falta de paciência que é claro, já estavam aqui e á postos.
Assim, o que acontece: Lê os “bons livros”, artigos e tudo o mais, escreve, pesquisa, escreve, escreve, pensa “Que merda vai sair disso aqui?”, brochada fatal, muda de tema, lê, lê, lê. Lê mais um pouco, não entende nada, entende, fica confusa, acha que entendeu, escreve, escreve, escreve, fala com o orientador, não entendeu porra nenhuma, afinal. Lê de novo, lê mais, escreve, escreve, relê, muda tudo, procura ajuda, só atrapalham, fica desesperada, lê coisas de gente que entendeu a parada ou diz que entendeu, começa a entender. Sobrecarga de responsabilidades, trabalho e emoções, para de escrever, para de ler, respira, relaxa, perde o fio da meada, “vou morrer, mas não vou terminar esse C@*##&”, pensa, pensa, pensa, chora, chora, organiza as ideias, bom seria mudar de casa, e de cidade, de emprego, de país, pensa, pensa, pensa, escreve um pouco, muda os planos, muda de emprego, muda de cidade “e que inferno de cidade” organiza, organiza, planeja, estabiliza, escreve, escreve, escreve, envia, lê, relê, ajeita, envia. Tá quase pronto, mas cadê a banca? Fulano, beltrano, ótimo! Não pode, não pode, pode! Vai qualquer um. Não, não pode! FULANO PODE, FULANO PODE! Ufa! Na última hora. E eu morrendo. Ainda falta apresentar, semana que vem… Quarta-feira às 14h se meu coração aguentar. Se Murphy resolver largar do meu pé… Espero que largue, já disse mil vezes que não o amo.
Em outras palavras, eu queria ter conseguido me dedicar mais, queria poder ter me dedicado SÓ ao TCC e feito mais coisas relacionadas (Foucault > análise do discurso > Ciência da Informação > início do pop rock no Brasil), mas não deu. O mundo não parou pra eu conseguir fazer as coisas do meu jeito, então, paciência! Foco! Bá blá blá! Ainda existe muita coisa pra fazer e talvez eu descubra muitas outras. Talvez tenha sido bom passar por tudo isso, talvez isso tenha me ensinado coisas (FOCO! PARE DE PULAR DE GALHO EM GALHO! APRENDA A DIZER NÃO. DEDIQUE-SE! MAIS, MAIS, MAIS! OLHA, VOCÊ RELAMENTE TEM AMIGOS!). Nem tudo foi em vão…
Respira fundo, pensa, pensa, pensa… Pra onde agora?
Tags:esse grande drama chamado vida, tcc
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